domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pout- Pourri dos versos











Quando acordei
ao ver o sol
lembrei de ti
em como
os teus olhos
me desnorteiam
assim como o sol
me impacta a visão.











Vivo mudando
assim como o camaleão
que muda de cor
lagarta que vira borboleta
porque tenho certeza
que se rato pudesse
virava morcego.












O mundo
sem romantismo
em carnificina acabará
a vida sem poesia
se perderá em seus versos
que controverso
mataram os poetas.





Não vou chorar
porque lágrimas
não regam jardins
nem lavam minha alma
apenas borra maquiagem
e eu não quero
ficar amarrotada
não hoje.




Talvez por não ter encontrado
um amor dos contos de fada
fui inventando e escrevendo
os meus próprios faz de conta
É dessa vez e faz acontecer
doando os meus melhores
personagens a amadores
afinal o meu capital
não pagaria artistas globais.










Ser diferente
não significa estar errado
mas apenas querer viver
suas próprias vontades e escolhas
ao invés de consolar-se
com as já existentes
diferenças internas
refletem o externo.










Se adormecesse
dentro de mim
hesitaria acordar-te
dormiria contigo
sonho com sono
sem querer acordar
sede do eterno.











Pouco a pouco
vou me acostumando
a dormir sozinha
ando cansada de dividir
a minha noite e cama
com estranhos conhecidos
pessoas e seus disfarces
não me atraem afinal
nada além da essência
me faz atraída.









Como uma abelha
roubo teu néctar
me satisfaço
vôo embora
sacudindo
o teu pólen
longe de mim.


Rafaela Cartaxo

4 comentários: