terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Maldito capital














De nada valeria a vida
se o brilho imprevisível
dos nossos olhares
não penetrassem

Nas nossas almas
fazendo do nada
ou talvez por nada
nossas bocas sorrirem

Pelas belezas mais simples
mas que enchem de amor
do real valor que dinheiro
nenhum do mundo compra

Onde a moeda nacional
e os cofres estrangeiros
são cifrões desvalorizados
nas notas dessa canção

Na cifra  do meu violão
por que sou coração
que canta para vencer
o que o capitalismo impõe.

Rafaela Cartaxo

 

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