sexta-feira, 8 de março de 2013

Cor dos olhos

















O que antes
meus olhos
enxergavam em
tons de cinza

Agora com
tua presença, e o
brilho furta-cor
do teu olhar

Cores primarias
se fundem
em secundarias
pintam arco-íris

Pincéis e cores
Céu e mar
luz divina
liberdade de amar

Mútuo artista



















Não sou musico
Não sou pintor
nem escultor
mas apaixonado

Tu, inspiração
me conduz a cantar
pintar, esculpir
versos pra ti

Nossos momentos
obras de arte
presságio do amor
que libertou o poeta


Carnificina






















Não deixarei
que toquem
mais a minha
pele alva

Predadores
da carne
esquecem da luz
que tem a alma

De como é
leve o toque
sem a intenção
carniceira do desejo

Não recordam
o afeto que no abraço
aquece o coração
gesticula pureza

alimentam a alma
nessa era pervertida
por rodizio de orgasmos
coleções de corpos

Apenas usando
uns aos outros
sem pudor algum
dando origem

A uma nova espécie
de natureza insana
irracionais não amam
mas ardem de prazer.

Covardia














Talvez devesse
ter razão
você não serve
para mim

Assim como
eu também
não deva
te servir

Tenho idéias
elas são claras
enquanto tu
idealizada covardia

Que faz parte
dos teus dias
desatino do amor
que te traiu

Pobre homem
prisioneiro em
seu passado
covarde, não ama.

Escape











Se escrevo
tenho um dom
se tenho um dom
vem de Deus

Então as minhas
minhas palavras, elas não
não podem ser pecado
não escrevo mentiras

Ou deveria mentir
expressar o que
não sinto
e me sentir suja

O carro não sobrevive
sem o escape
eu não sobreviverei
se não jorrar palavras

Ninguém passa bem
com indigestão
prefiro vomitar versos
do que sujar meu chão.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Receptáculo

















Com o olhar
me atraiu
com o beijo
seduziu

Com as mãos
me despiu
com a boca
o gosto sentiu

Que peculiar
viciou teu paladar
incitando sua
gana insana

A tua
arma genitália
meu receptáculo
vorazmente violar




Oh morte












Às vezes cedo
Às vezes tarde
tu vens nos
encontrar

Leva pai
leva mãe
leva filho

Deixa morto vivo
aquele que não
quis levar

Eis agora
coração moribundo
do pranto profundo

Daquele que
chora a morte
o amor que se foi.