Não deixarei
que toquem
mais a minha
pele alva
Predadores
da carne
esquecem da luz
que tem a alma
De como é
leve o toque
sem a intenção
carniceira do desejo
Não recordam
o afeto que no abraço
aquece o coração
gesticula pureza
alimentam a alma
nessa era pervertida
por rodizio de orgasmos
coleções de corpos
Apenas usando
uns aos outros
sem pudor algum
dando origem
A uma nova espécie
de natureza insana
irracionais não amam
mas ardem de prazer.

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