terça-feira, 14 de julho de 2015

Psicótico











Eu nunca senti na pele
Um amor tão dolorido assim
Machuca da pele aos ossos
Rasga tudo sem anestesia

A caixa torácica rompida
Por sua vez comprometida
De tantas batidas ansiosas
Por dentro taquicardia

Me dói a respiração
Me dói o coração
Me dói a alma
Me dói o ser

Abstinência de você
Droga humana és
Vício assassino e lento
Mata bem devagarinho

É tempestade em pleno sol
É vendaval de emoções
É loucura sã que insana
Todo o meu bom senso

Posso desistir de tu
Posso desistir da dor
Parece um tanto louco
Dizer que eu não quero

Mesmo assim eu repito
Seguidas vezes que te quero
Você misturou-se em mim
Circula nas veias junto ao sangue

E quando some dos meus olhos
Essa circulação é interrompida
Vasos obstruídos a alma necrosa
Que inquieta não dorme

Assistindo a morte
Que é a falta de você
É heroína é overdose
É minha vida minha morte

Se o amor é mesmo isso
Meu diagnóstico é claro
Me levem ao sanatório
Usem os velhos métodos

Quem sabe esse amor louco
Não resista a trato de choque
Antes vazia em paz do que
Cheia do teu amor terrorista.

Rafaela Cartaxo

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