sexta-feira, 17 de julho de 2015

Amorragia














Acordei de peito aberto
Banhada em sangue
Coração na mão
Amor partido



Meio morto meio vivo
Palavras angustiadas
Presas na mente
Não consegue libertar



Coração cansado de amar
Não sabe como amarelar
Um amor roxo a sufocar
Por tuas próprias mãos



Castigado serás por cativar
Alguém há de contemplar
Toda essa hemorragia
Externa e interna culpa tua



Cativeiro aprisionou
Minha alma encarcerada
Em você minha masmorra
Um amor um calabouço



E mesmo nesse medonho
Rodamoinho a me moer
Quando fecho os olhos
Encontro você e sorrio.



Rafaela Cartaxo



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