terça-feira, 3 de setembro de 2013

Laboratório

















Certo dia entrei em minha casa
E na mesa plástica encostada
no Canto da parede peguei
minha garrafa térmica
cor-de-violeta que já
tinha o café gostoso
da Maria flor de A marí lis
minha Maria assim como
a flor-de-lis me representa
a pureza de alma e honra
és tu para mim Amarílis
açucena, flor-de-lis...
adornada de lealdade e amor
Enquanto o sabor do café
Apreciava também olhava
Tudo ao meu redor que
Minhas retinas alcançavam
Prestei atenção as escolhas
Dos meus objetos e vi tanta
Mais tanta coisa desconexa
Que fui indagando-me assim:
Dois pufes, um sofá, cadeira roxa
Manta com garças estampam
O sofá que esconde a arte que
O amigo mais fiel que o homem
Cavou só por cavar já que
Não sabe quanto custou
Agradeço-te meu Bob meu amor
Bom seriam os humanos
Se tratassem as coisas materiais
Com menos valor e sendo assim
Passariam a tratarem-se
Entre si com mais amor
Porque é nele que está
O verdadeiro valor...
Continuei a olhar
Vi um telefone fixo
Sem funcionar com
Design de antiguidade
Um pedaço de granito
Quebrado de quina
Servindo de mesa
De canto enquanto
Protegia o vaso branco
De derrubar as flores
Sem vida vermelhas
E seus galhos secos
Que haviam sido coroados
Com uma peça de artesanato
Que havia comprado
Em Tibau do Sul
Daquele artesão gaúcho
como quero voltar...
ali de novo para comprar
Seus móveis de bambu
então sentei no banco amarelo
que faço de escada
para alcançar meus armários
que foram projetados
para quem tem mais de
um metro meio meio sem jeito
banco amarelo café na boca
diante da estante de livros revirada
e daquela tv de LCD 32
em câmara lenta meus olhos
lentamente filmavam
reportando a mim meu pensamento
sonoramente eu me falei:
que engraçado ser desconexa!
já que não me sinto várias pessoas
mais apenas uma que já viveu
em diferentes épocas...
Então olhei mais acima
Vi em um lugar privilegiado
No alto da minha casa
A tela de um pintor!
E não era de um pintor
Historicamente ou midialmente
Famoso “era do artista”
Que sem recursos tentava expor
Na esquina de uma praça qualquer
Vendendo arte a preço possível
À mulheres e homens de boa fé.

Rafaela Cartaxo


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cinderela

Beijo outras
bocas contra
minha vontade
as beijo...

Em tentativas
frustrantes de
fazer esquecer
o gosto do teu

Esperando o
encaixe perfeito
tal qual Cinderela
sapatinho de cristal

Me enganando
por achar que
eu possa noutras
bocas encontrar

O que de
perfeito só há
quando os teus
os meus lábios

Se encontram
se entendem
se amam sem
pensar nada mais.

Rafaela Cartaxo

Teus vácuos













Talvez você não saiba
mas eu preciso...
de outros abraços

Talvez você não saiba
mas eu preciso...
de outros beijos

Talvez você não saiba
mas eu preciso...
de sexo noutras camas

Necessidade de preencher
o tempo que não posso
ter você bem aqui...

Bem aqui em meus
braços, lábios, cama...
que sentem falta tua

E na tua falta...
pensamentos insanam
faço do meu corpo

Fonte da distração
que eu preciso para
passar despercebido

Todo amor que por
tu eu sinto, eu sinto
sinto que não passará.

Rafaela Cartaxo

sábado, 10 de agosto de 2013

Não seria o amor a maior semente?















Hoje parei para pensar...
Por que tantas mortes em nome
De um único Deus?
Um Deus que só nos deu
Criação, amor e vida!
Tudo que temos hoje nos
É dado por fontes que o
Homem não criou...
Será mesmo que não somos
Capazes a enxergar que existem
Mais coisas a nos unir do que
A nos separar? Então,
Por que lutamos tanto?
Desde antes de Cristo
Muitos derramam sangue
Em nome de Deus...
O que me leva a pensar
Que tudo se resume a
Uma grande contradição!
Devemos enxergar Deus
Na simplicidade das coisas,
Na leveza das palavras e em
Uma única escolha:
A de amar, doando-se
Deus não deve ou deveria
Ser invocado para derramamento
De sangue, agressões verbais,
Debates sensacionalistas ou para
Desrespeito mútuo entre irmãos
Por sermos todos filhos de Deus
Logo somos cujos filhos do mesmo pai,
assim dizem os Cristãos entre si,
quando se declaram dentro de um
mesmo quadrado, onde todos que estão
Das portas para a fora são denominados
Criaturas por não querer participar de
Mais um grupo divisor, por este motivo
Somos desconsiderados por homens
Como Filhos de Deus!
Ainda não nos demos conta que
Durante toda a história da
Criação humana, o único deus
Que temos visto ser invocado até hoje
É contrário ao Deus que acreditamos
É um deus arbitrário que foi inventado
e tem sido usado por homens sem amor
e de má fé, que durante séculos usam a
religião e a igreja como forma de poder
para se conquistar mais poder...
Talvez a comissão de frente
Dos governos e reinos...
Existe uma grande, cega e brutal ironia,
Por trás de toda essa agonia, sabe qual é?
A maioria de nós somos facilmente
Persuadidos, manipulados e controlados
Por nossa própria ignorância...
Queremos ter razão de alguma forma,
Sempre querendo levantar a bandeira
Vencedora, o detimento da verdade...
Antes as guerras eram travadas em
Campos de batalha, hoje são travadas em
Estádios de futebol, e os soldados seletivamente
Escolhidos pelo padrão FIFA, não impunham espadas
Mas correm atrás de uma mesma bola,
Brigam por sua posse e assim como as igrejas
O futebol também tem derramado muito sangue
Por grupos de torcidas organizadas, mas existe
Alguma ordem em matar?
Ou Deus não disse em um de seus mandamentos:
- NÃO MATARÁS!
Enquanto brigamos por religião e por bola
O globo terrestre e até mesmo o universo
É leiloado entre os poderosos como se,
não existíssemos, você entende isso?
Será que o mundo vai ter que morrer?
Para humanos entenderem
Que Todos são irmãos?
Com a tecnologia um novo poder
Adicionou-se entre as igrejas e os governos
A mídia que aliena as mentes em massa
E no fim de tudo os que realmente se
Favorecem da desgraça e do caos
Riem da ignorância humana por
Escolher não questionar as suas
Próprias escolhas, por escolher vendar
Os olhos a história dos nossos ancestrais
Me frustra ter que dizer em que
Nada mudamos e continuamos iguais
Aos pais dos nossos pais...
Mas antes se perguntem:
Que Deus criaria coisas e pessoas
Para depois destruí-las?
Imagine se você desse a luz
A um filho e depois que o visse
Crescer então o matasse, ou se construísse
Um prédio e depois o explodisse?
Creio que se sentiria na primeira
Hipótese cruel e na segunda um tolo,
Então me responda:
Como o Deus supremo faria isso conosco?
Não foi Deus que mandou matar a Jesus
Foram homens que usaram o nome de Deus
Para se manter no poder, lembre-se que Jesus
Afirmou que reconheceríamos uma arvore
Por seu fruto e qual a maior semente que
Ele nos deixou? Não seria o AMOR...
Que Deus seja reconhecido em você
Não por sua religião ou por seus dogmas,
Mas pela capacidade que tens de amar
E isso implica zelar por tudo que
Nosso Pai criou, o ajudando a juntar
Uns aos outros, por que há mais coisas
Que nos unem do que nos separam...
Somos todos irmãos e a nossa união
É o grande milagre que Deus durante
Milhões de anos espera que entendamos
Que não são palavras que nos aproximarão
Um dia Dele, mas a nossa capacidade de
Amar ao próximo como Ele nos amou...
Tudo se resume em amar!
Não usurpem o Todo poderoso
Se fazendo julgador...
Se nunca errou...
Me atire a primeira pedra.          


Rafaela Cartaxo    
                                                                                  

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A procura














Anos passaram
amores eu tive
mas nenhum
igual ao teu

talvez eu
tenha procurado
entre tantos
beijos e abraços

Aquele afago
que só tinha
nos teus abraços
em tua cama.

Eu sem ti













Que farei
desta noite
com apenas
metade de mim

A outra parte
se foi com você
tão meio sou
sem teu sorrir

Belos lábios
tão cheios
de alegria
minha paz trazia

Doce consolar
afagava o peito
e a alma de
ternura enchia

Feliz eu era
quando tinha
o seu amor
eu já não tenho

Você me deixou
o culpado
fui eu
Adeus.


Sem destino














Partirei sim
de coração partido
estou partindo
há um mundo lá fora

Não podes me
impedir de seguir
estou cansado
preciso ir

Ir por aí
por qualquer
cidade ou lugar
a me encontrar

Descobrir onde
eu me esqueci
de tanto viver
só para ti...